sábado, 7 de setembro de 2013

Como salvar passarinhos bebês

Como eu acho muito difícil cuidar de filhotinhos de passarinhos, depois de muitas tentativas frustradas, achei essas dicas muito interessantes para quem é leiga como eu e que tem vontade de ajudar quando acha um bebezinho caído do ninho, porém quero enfatizar que não sou médica veterinária, estou apenas repassando as dicas, essas sim escritas por uma especialista.

"Os animais silvestres não são animais de estimação. Se encontrar um pássaro de qualquer espécie deve levá-lo a um centro de recuperação mais próximo para que possa ser devidamente alimentado e recuperado e mais tarde devolvido para a natureza

PRIMEIROS CUIDADOS:

Ao encontrar um pássaro bebê, verifique se não existe um ninho próximo e/ou se os pais estão nas redondezas. Se existir ninho e ele for muito pequeno coloque o pássaro lá dentro. Se os pais estiverem próximos e atentos, deixo-o ficar. O mais certo que ele tenha caído ao tentar aprender a voar, mas os pais darão conta do recado.

Se nenhuma destas situações se verificar, leve o passarinho consigo, mas tenha a consciência que assume um compromisso árduo que exige tempo, paciência e disponibilidade durante vários dias ou semanas. Porém, o mais indicado é dirigir-se a um centro de recuperação de animais silvestres onde existem pessoas com mais conhecimentos e experiência na matéria. Lembre-se que é uma vida que está em jogo.

INSTALAÇÃO:

Se o pássaro ainda for muito bebê como o pintassilgo da foto (isso vê-se se ele não tiver penas, se tiver ainda muita penugem e/ou as comissuras (=os cantinhos do bico) muito amarelas e moles), ainda é cedo para o colocar pura e simplesmente numa gaiola, esperando que ele se segure nos poleiros.
É necessário improvisar uma espécie de ninho, num espaço que lhe permita explorar o que o rodeia.
Pode colocar-se uma caixa das cotonetes no fundo da gaiola e forrá-la, por exemplo, com papel higiênico ou um pano macio SEM FIOS (para evitar que ele se enrole nos fios e se asfixie). Ou usar uma pantufa velha, sem pelos. Convém que o pássaro se sinta seguro e agasalhado (mais agasalhado do que na foto. O "ninho improvisado" ainda não estava pronto ).
É preciso que fique num lugar com alguma luz, sem barulho, que não seja de passagem, sem correntes de ar e onde um cão e/ou um gato não o consigam apanhar. Em suma, que fique o mais sossegado possível, de modo a que os seus longos períodos de repouso sejam respeitados; A propósito, nunca é demais lembrar que não convém estar sempre a pegar no pássaro e a mexer nele. Para além de ser incômodo para o pássaro, causa-lhe stress e angústia levando-o à morte. Sempre que tratar dele faça-o com calma e fale baixo e delicadamente.

Apesar de na Primavera/Verão estar geralmente calor, é fácil um pássaro bebé entrar em hipotermia. Convém arranjar uma forma de o manter quente permanentemente, seja pondo um saco de água quente por baixo da gaiola, ou colocando-o enrolado num pano dentro de um prato em cima de um tacho com água quente ou comprando uma lâmpada própria para o efeito. Mais pormenores sobre como aquecer uma pássaro aqui.

 ADMINISTRAÇÃO DA COMIDA NOS PRIMEIROS DIAS:

Os pássaros bebês devem comer sempre uma papa especial para aves recém-nascidas de pequeno porte. Há quem improvise em casa, mas as de compra são mais equilibradas;
Sem querer fazer publicidade de borla, eu sugiro Baby Papex ou Avi Baby porque os pássaros parecem gostar dos seus sabores, são bem toleradas e não provocam diarreias (vendem-se nas lojas de animais). É claro que podem comprar de outra marca, desde que seja para criação à mão.

A esta papa especial deve juntar-se uns pozinhos de papa insectívora. Esta deverá ser sempre um complemento e nunca a base da alimentação (para dicas sobre como alimentar aves insectívoras bebés, tais como andorinhas, andorinhões e melros vide este link com outros outros posts sobre o assunto).

A cria não deve ser alimentada com papas ou vitaminas para  pássaros adultos porque o seu sistema digestivo não está ainda preparado para uma comida tão "forte". Muito dificilmente o pássaro sobreviverá se comer apenas pão molhado, cereal e outras coisas do gênero.

A papa costuma vir em pó e, por conseguinte, é necessário juntar água. Ficar mais espessa ou mais rala é uma opção que se toma tendo em conta a espécie do pássaro, a sua idade e a forma como come (se tem apetite, se rejeita a comida, se se engasga com facilidade, etc);
É natural que, inicialmente, o pássaro não queira comer. Deixo-o estar sossegado durante um bocado até que ele esteja calmo e mais confiante.

Depois encoste a comida ao bico de forma que ele sinta o sabor. E espere que ele abra o bico. Caso não o faça voluntariamente, force LIGEIRAMENTE. O mais natural é que alguns minutos depois já esteja a comer com gosto. No entanto, se estiver muito fraco e/ou doente precisará de mais calma e tempo para o fazer comer.

É importante que os pássaros bebês comam com muita frequência, tal como o fariam na Natureza. O ideal era comerem de 30 em 30 minutos, mas bem sei que isso é complicado para quem trabalha. No entanto, nunca deve ficar mais de uma hora sem comer (excepto de noite, claro!).

Quando alimentados pelos pais, eles comem pouco, mas muitas vezes. Quando alimentados por nós, eles comem demasiado e menos vezes. Há a tendência para o papo dilatar exageradamente (como se vê na foto) e isso não é bom. À medida que se vai conhecendo o pássaro, há que ajustar a quantidade de comida a administrar de cada vez.

Por outro lado, os pássaros bebês tem tendência a engasgar-se com alguma facilidade. Use uma seringa pequena ou um pauzinho de plástico próprio para mexer o café e vá dando comida aos poucos e MUITO devagar, mesmo que ele peça com muita sofreguidão.
Não esquecer de dar água ao pássaro com uma cotonete embebida (preferencialmente) ou uma seringa pequena (se for um pássaro de maior porte). Apesar da papa ter água, com o calor é fácil ele desidratar. Duas ou três gotas de cada vez são suficientes. Para além de saciarem a sede, servem também para desobstruir o bico.

No fim da refeição, molhe os dedos e limpe o bico para evitar que ele "cole" e crie feridas junto aos cantinhos. Em vez dos dedos, pode usar uma cotonete embebida em água.

OS DIAS SEGUINTES:

Assim que o pássaro estiver estabilizado e habituado à sua nova alimentação, é importante introduzir outros alimentos na dieta tais como: maçã em tiras bem fininhas ou bocadinhos de pão (como se fosse sobremesa. Não deve ser o "prato principal" por causa das diarreias).
Se o pássaro já voar bem e estiver "esperto", coloque uns comedouros com papa, maçã e sementes indicadas para a sua espécie para ele ir aprendendo a comer sozinho. Não se esqueça do bebedouro.

Como ainda é bebê não espere que comece logo a comer sozinho. Ao princípio, estraga mais do que come ou então nem liga. Não desespere e nunca tire a comida. Se possível, incentive-o colocando um semente na ponta do bico e esperando que ele a tente descascar;
Se for possível, e tiver outras aves, coloque-o de forma a que ele possa ver outros pássaros a comer. Ele acabará por imitar. Atenção, nunca junte um bebé a outros pássaros que não estejam a fazer criação. A probabilidade de o atacarem e matarem é elevada.

Finda esta missão o passarinho deverá ser libertado e devolvido à Natureza. Durante este processo evite ao máximo estar muito tempo em contacto com o pássaro para que não suceda o fenômeno de "impregnação", ou seja, para que o pássaro não perca a sua identidade, não fique domesticado e mantenha-se independente e autônomo.
Dessa forma, o instinto deles fica menos apurado e podem não procurar comida nem abrigo de noite e, sendo assim, a sobrevivência é muito complicada." 

Texto e imagens: Blog dos Bichos.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Por que amar os animais?

Bambi
Por que amar os animais?

Porque eles dão tudo sem pedir nada.
Porque eles não tem o poder ... o homem que tem armas ... eles são indefesos.
Porque eles são eternas crianças, porque não sabem do ódio e da guerra ....
Porque eles não conhecem o dinheiro e se conformam apenas com um teto para abrigarem-se do frio
Porque não precisam de palavras para entender, porque o seu olhar é puro como sua alma.
Eles não sabem de inveja ou o ressentimento, porque o perdão é algo natural a eles.
Porque eles sabem amar com lealdade e fidelidade.
Eles dão a vida sem ter que ir a uma clínica de luxo.
Porque não compram amor, esperança mas simplesmente porque eles são nossos companheiros, amigos e nunca nos trairão
E porque eles estão vivos.
Por essa e mil outras coisas ... eles merecem o nosso amor ...!
Se nós aprendemos a amá-los como eles merecem ... estaremos mais perto de Deus.
( Madre Teresa de Calcutá )
Fonte: Mães de Gato
Imagem: Agenor, o Boi

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Por que vale a pena ter gatos em casa?


Está comprovado: quem tem um gato (ou dois) em casa evita o estresse e se recupera mais rápido de doenças
Na década de 1960, a psiquiatra brasileira Nise as Silveira usava gatos para tratar pacientes que sofriam de esquizofrenia. Há, ainda, pesquisas que comprovam que os ronrons (ruído contínuo produzido pelos felinos) dos gatos ajudam no bem-estar do dono. Confira o porquê:

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