sexta-feira, 14 de maio de 2010

A crueldade contida em um ovo de granja


      A avicultura industrial obriga as galinhas a passarem uma vida curta e miserável em gaiolas minúsculas, empilhadas como caixas até o teto em galpões fúnebres. Presas em companhia de outras galinhas, são imprensadas umas contra as outras não podendo sequer esticar as asas. No Brasil a cada galinha é dado de espaço o equivalente a uma folha A4. Elas tratadas como unidade de produção e não como criaturas vivas que sofrem, sentem dor e medo.
     Essas condições terríveis causam imenso sofrimento físico e psicológico, o que impede as galinhas de manifestar qualquer comportamento natural, como ciscar, abrir as asas, pousar, rolar na poeira.
     Osteosporose e ossos fraturados são comuns por causa da alta produção de ovos. Os pés se prendem no chão de arame e podem se deformar à medida que as unhas crescem. Pernas e pés danificados pioram as chances do animal fazer exercícios e até o de alcançar água e comida.
     Por causa de todo esse sofrimento, pela proximidade umas das outras, as galinhas começam a se bicar. Para evitar que isso aconteça os seus bicos são removidos com uma chapa quente sem anestesia. Quando acaba a vida útil delas, são jogadas umas em cima das outras em latões para morrerem sufocadas ou são levadas, já muito frageis, a um matadouro.
     A pergunta é: Você tinha ideia de todo esse sofrimento quando pega um ovo de granja prá se alimentar?

Fonte: Ovocausto


2 comentários:

Beeta disse...

não fazia a mínima idéia de tamanha atrocidade... fiquei muito triste...

Regina Bolico disse...

Se todos que comem ovos procurassem adquirir somente o produto de galinhas criadas soltas, talvez as granjas mudassem o seu modo de tratar os animais.
Beeta, obrigada pelo teu comentário!

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