sábado, 15 de novembro de 2008

Animais em circo - Por favor, ajudem a acabar com essa barbárie!


Seguindo o apelo feito pelos amigos Antônio Apasolini e Karla Nogueira, lanço o meu pedido para que assinem petição contra animais em circo.
“A idéia de achar graça na visão de animais selvagens coagidos a agir como desajeitados seres humanos, ou a excitação ao ver perigosas feras reduzidas a covardes retraídos por causa de um treinador com chicote em punho é primitiva e medieval. Tal visão de mundo advém do velho conceito de que somos superiores às outras espécies e que temos o direito de manter nosso domínio sobre elas. O primeiro auge desse conceito foi visto durante os massacres no circo romano e, desde então, tem sido mantido vivo através dos ensinamentos religiosos que insistem em colocar o gênero humano acima e apartado de todo o resto da criação.”

Causou comoção, convém lembrar, a crueldade a que foram submetidos três leões, que foram abandonados por um tradicional circo, dentro de uma jaula, em uma praça pública da cidade de Sumaré. Os animais foram encontrados em gravíssimo estado de saúde, como revelou o laudo pericial.

Conforme o documento citado, devido ao estado de inanição, o macho não suportava mais o peso de sua cabeça, apresentando enorme dificuldade para se alimentar. A magreza lhe deixava visível a ossatura; lesões de pele cobriam-lhes várias partes do corpo, sugestivas de queimaduras na testa, prática comum em circos. O animal foi mutilado, pois não possuía garras na pata esquerda; seus caninos superiores foram serrados. Apresentava atrofiamento muscular na coxa, quadril, anca e peito. Uma grande infecção acometeu-lhe a boca e a pata anterior. O animal não era capaz de manter a língua dentro da cavidade oral, apresentando completo relaxamento muscular, indicativo de lesão cerebral. O adiantado grau de desnutrição e de desidratação tornou o felino apático, sem reação a qualquer estímulo. Cerca de vinte dias após terem sido os animais resgatados, o macho veio a óbito.

Irrefutável, deste modo, que não só os animais foram submetidos a terríveis e constantes maus-tratos pelos circenses, mas também expostos à crueldade de serem abandonados em uma situação de confinamento, da qual só poderia decorrer a agonia de uma morte lenta provocada pela privação de água, de alimento e de outros cuidados que devem ser ministrados a animais confinados.

Em foto publicada pelo jornal “Diário Regional”, de 29 de janeiro de 2004, evidencia-se a perversa forma com que os animais são explorados pelos circenses, ao registrar o momento em que a elefanta é forçada a equilibrar-se em um pequeno tambor, onde terá que erguer uma de suas patas. Trata-se de grotesca simulação de equilibrismo, comportamento humano, estranho à sua espécie e ofensivo à sua natureza; indiscutível crueldade que depõe contra a espécie humana e lhe denuncia a arrogância da superioridade que insiste em se arrogar.

Fonte: excerto de representação oferecida por Vanice Teixeira Orlandi, em nome da UIPA, União Internacional Protetora dos Animais, ao Ministério Público do Estado de São Paulo.
APASFA - Associação protetora de animais São Francisco de Assis

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Achei um gatinho bebê, o que devo fazer?


Se você dispõe de paciência, tempo, amor e determinação, você está apto a realizar esta trabalhosa tarefa. E acredite, a recompensa pelo trabalho no final é imensa.
É trabalhoso sim, mas o período mais difícil, trinta dias iniciais de vida, é bem curto.
Hoje existem produtos no mercado, como leite em pó para gatinhos e mamadeiras próprias, que facilitam bem a tarefa.

Se você encontrou um bebê gato, a primeira coisa a fazer é levá-lo a um veterinário assim que for possível. Ele irá examiná-lo, ver seu estado de saúde, calcular sua idade e orientar você a respeito dos cuidados, vacinas, etc.
Se notar que o gatinho está muito desidratado, não responde a estímulos, debilitado por não se alimentar há muito tempo, você pode dar Pedialyte sem sabor, que se compra em qualquer farmácia, ou passar glucose de milho (Karo) na sua gengiva para elevar o nível de açúcar no sangue. Com isso você ganhará um tempo precioso para conseguir chegar ao veterinário mais próximo.
Se você já tiver outros gatos em casa, o gatinho deverá ficar de quarentena. Isso evitará que ele passe, caso tenha, alguma doença para os gatos já existentes.
A separação também evitará acidentes, já que ele é pequeno e indefeso. Os mais velhos podem considerá-lo uma ameaça, um estranho que invadiu seu território. É necessário um tempo de exposição lento e gradual, sob supervisão, para que se acostumem uns aos outros. Mas não nessa fase do pequeno.

Providencie uma caixa de papelão forte. Se estiver em época de frio, forre com bastante jornal, toalhas velhas mas macias, cobertores velhos, etc. para deixá-lo aquecido. Isso é muito importante. O frio pode matar um filhote em pouco tempo. Se no lugar onde você mora faz muito frio, será necessário algum tipo de aquecimento, como uma bolsa de água quente colocada debaixo de toalhas. Mas por favor CUIDADO, não é para assar os pequenos, mas sim aquecê-los.
A caixa dos gatinhos deve ficar em local protegido de correntes de ar, calmo e com pouco barulho. Você pode colocar uma tolha por cima da caixa, deixando, é claro, uma abertura para a passagem e renovação de ar. A tolha manterá a caixa aquecida e no escuro, ajudando os pequenos a dormir.
Se você tiver algum bichinho de pelúcia ou algodão, lavável, pode colocá-lo na caixa. Assim eles terão a sensação de estarem com a mãe e ficarão mais tranqüilos.

Procure num bom Pet Shop por leite em pó específico para gatos e mamadeira. Em caso de emergência, até conseguir comprar o necessário, você pode improvisar com conta-gotas ou mesmo pequenas mamadeiras para bebês (chucas) tomarem chá ou remédio. Use leite para bebês, como o Nanon ou mesmo leite de vaca, mas isso por muito pouco tempo, já que esses tipos de leite causam diarréia.
Se onde você está não existe leite para gatinhos, você pode utilizar uma receita especial de suscedâneo:
Receita do Suscedâneo:

1 litro de leite Integral
2 gemas
2 colheres de sopa de creme de leite
1 colher sopa de açúcar
1 pitada de sal

Modo de Preparo: Bata as gemas, acrescente o leite e coloque a ferver.
Quando estiver fervendo, coloque os demais ingredientes. Deixe esfriar.
Dar a mamadeira a filhotes tão pequenos pode ser um grande desafio. Mas tenha calma e paciência. É tudo uma questão de tempo, prática e adequação para ambas as partes.
O importante é que o filhote se sinta estimulado a mamar. No início não vai ser fácil, já que ele não irá reconhecer naquela coisa de borracha as tetas de sua mãe. Mas a fome e o instinto de sobrevivência sempre falam mais alto. Para que ele não desista de sugar o bico da mamadeira, o tamanho do furo é muito importante. Se for muito pequeno ele se cansará logo e desistirá de mamar. Mas também não pode ser tão grande que ele se engasgue.
Se o gatinho se recusar a mamar, tente mudar a posição da mamadeira, do bico na boca, mude a posição do gatinho, até descobrir a forma que dá mais certo. A minha Docinho só mamava de barriga pra cima, em qualquer outra posição ela se recusava a mamar.
Se depois de tudo, ele continuar a se recusar, procure a ajuda de um veterinário.
Fique atento à quantidade que o gatinho mama e se perde peso. Eles devem mamar com intervalos regulares, que vão se espaçando a medida que crescem. Com 4 semanas, época do desmame, eles mamam apenas 2 vezes ao dia, já que comem papinha além da mamadeira.
Com 3 semanas você pode iniciar o processo de desmame. Geralmente não é difícil e os pequenos gostam de experimentar novos sabores. Acrescente ao leite, um pouco de sopa de bebê, batida no liquidificador.
Essa sopa é feita com legumes variados, carne branca de frango, um cereal (arroz, aveia, ou outro), um pouquinho de sal. Deixar cozinhar bem e depois de frio bater no liquidificador até ficar homogêneo. Ofereça morna.
Com 4 semanas ofereça a sopinha num pires, em pouca quantidade. Eles vão se sujar, mas estão aprendendo a comer sozinhos, e isso é ótimo pra você!
Após a festa, limpe-os com pano úmido em água morna, seque-os bem para que não sintam frio.

Outro ponto importante é a higiene. Você certamente não irá gostar, mas terá que substituir a mãe nessa tarefa também. Quando muito pequenos, os gatinhos só evacuam e urinam quando estimulados pelas lambidas da mãe, quando esta os lava após as mamadas. Calma, você não precisa lambê-los! Um algodão embebido em um pouquinho de água filtrada morna já faz o serviço. Aproveite para limpá-los de resíduos de leite, fezes e urina, para que o local onde dormem e passam todo o tempo esteja sempre limpinho. Troque regularmente toalhas, jornais, etc.
Até abrirem os olhos, por volta de 10 dias, os gatinhos costumam produzir muito pouca fezes. Mas se não fizerem nada por mais do que dois dias, procure a ajuda do veterinário.
Com 3 semanas de idade, você pode fazer aos pequenos a primeira apresentação a uma caixa sanitária. Utilize uma caixa baixa e pequena, coloque um pouco de granulado sanitário e deixe que explorem a caixa. Se puder coloque um pouquinho das “necessidades” na caixa, isso irá ajudar na aprendizagem. O instinto de enterrar na areia é natural e não precisa ser ensinado.
O período de 2 a 7 semanas é muito importante para a socialização. O contato positivo com humanos diferentes nessa fase, fará com que o gato cresça amistoso.
Fonte: Beco dos Gatos


Minha experiência:
Coloquei duas garrafas pet com água quente, cada uma enrolada em uma fronha velha, para aquecê-los. Às vezes a água escapava das garrafas, por isso é essencial verificar se estão bem fechadas. Isso ajudou-os a suprir a falta da mãezinha. Quanto ao leite, usei uma adaptação do leite publicado no site. Fiz assim: misturava em 1/2 litro de leite uma gema, uma colher de sopa de creme de leite e uma colher de mel e aquecia em banho-maria. Dava o mamá de três em três horas já que eles eram recém-nascidos. Sobreviveram e ficaram lindíssimos. Ele é o Bebê.

Imagem: Fio bebê
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