sábado, 26 de abril de 2008

Programa Astros do Rodeio - Rede Bandeirantes de TV

Um incentivo à violência: é dessa forma que os rodeios podem ser encarados. Tal prática causa sofrimento e grande stress aos animais, e mesmo assim existem pessoas que se divertem às custas de sua dor e flagelo.
Afirmar que cavalos, bois e bezerros não sofrem durante a realização de eventos como esse é negar o óbvio, já que aquele não é seu habitat, o animal não sabe o que está acontecendo, fica muito assustado com o barulho, as luzes, os maus-tratos. Além da tortura prévia, como choques e espancamentos, animais mansos são levados ao comportamento anormal de corcovear em desespero numa arena, pois estão sob o jugo de artifícios como o sedém, utilizado para comprimir sua virilha e seus genitais.
Hoje é fácil assistirmos a matérias e reportagens que tratem de assuntos relacionados à importância do meio ambiente, mas e os animais? Eles não fazem parte do que chamamos natureza? E quando se fala de respeito ao próximo, seria possível tratar do assunto limitando-se aos homens, e expondo outros seres a maus-tratos e exploração?
Querer iludir de que os animais não sofrem é um dos atos mais egoístas do ser humano, pois eles não falam como nós, nem recebem ajuda como nós quando nos encontramos em situação de risco. Sofrem em silêncio. Isso não é justo.
Os meios de comunicação têm, sim, uma função social a cumprir, e não apenas a de entreter. Quando se pensa em violência e crueldade, muitas vezes esquece-se dos animais, explorados das mais diversas formas. Assim, seus gritos dificilmente são ouvidos e seu sofrimento passa a ser ignorado. Até quando?
Não apenas os animais saem perdendo com tudo isso, mas a sociedade como um todo, ao apoiar, patrocinar e ensinar diversão às custas de sofrimento.
Informamos que, indo ao ar esse programa tão distanciado da moral, ética e civilidade, estaremos promovendo boicote à emissora e a todos os produtos dos patrocinadores.
Sem mais,
Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida Educação humanitária - um caminho para a paz

domingo, 20 de abril de 2008

O Movimento pelos Direitos dos Animais





Toda a vez que recusamos uma visita ao circo porque os elefantes são forçados a se equilibrar em bolas, e porque chicotes são estalados para obrigar os tigres a pularem através de aros em chamas, ou porque os cavalos, uma vez nobres quando em liberdade, são forçados a dançar e vestidos com ridículas plumas arrancadas de avestruzes. Toda a vez que dizemos "NÃO" à ingestão de cadáveres carbonizados de galinhas, perus, patos, vacas, bezerros, porcos e ovelhas, ou nos recusamos a nos comprometer pelo consumo de ovos, leite e queijo porque eles são os subprodutos dos açougues. 


Toda a vez que contestamos os privilégios que alguns cientistas se atribuem de manter inúmeros animais em cativeiro para usar como ferramenta de pesquisa, infligindo dor e sofrimento deliberadamente sem a mínima consideração sincera e significativa pelo bem estar físico e psicológico de suas vítimas. Toda a vez que desafiamos o status legal dos animais como propriedade, o qual permite inúmeros atos terríveis de crueldade por parte de indivíduos e legitimiza a exploração comercial institucionalizada dos animais por toda a parte. Toda a vez que afirmamos que os animais são indivíduos sensíveis com seus próprios direitos inatos à vida, à liberdade e à busca da felicidade.



Nesse momento é que então nós nos tornamos a liderança do movimento pelos direitos dos animais. Todos nós lideramos o movimento pelos direitos dos animais


A cada vez que agirmos em prol dos animais nos tornaremos seus representantes, e todos irão julgar nosso comprometimento com os animais e a sinceridade de nossas convicções baseando-se nos nossos atos, comportamento, linguajar e aparência.A cada vez que agirmos pelos animais fazendo demonstrações públicas, resgatando um animal abandonado, escrevendo uma carta aos jornais, visitando órgãos governamentais, participando de votações, lendo um livro sobre direitos animais, fazendo uma doação à algum abrigo, assistindo a um documentário e nos oferecendo como voluntários em alguma atividade em prol dos animais, nós estaremos demonstrando liderança na luta pelos direitos dos animais.A cada vez que consumirmos produtos sem crueldade, como vegetarianos, ou ainda, como vegans, nós seremos líderes do movimento pelos direitos dos animais.A cada vez que chamarmos a atenção para a liberação animal e falarmos contra a crueldade, seremos os líderes do movimento pelos direitos dos animais.


Como líderes de um movimento de justiça social que batalha pelos direitos daqueles que não podem falar por si mesmos, nós temos uma responsabilidade maior. Esse dever é especialmente desanimador quando nos lembramos que bilhões de indivíduos animais ainda são maltratados, explorados, negligenciados e mortos por membros da nossa espécie.
O Desafio da Liderança


Nós precisamos estimular uma liderança coletiva que englobe ações populares, nacionais e internacionais; uma liderança que utilize efetivamente as várias vantagens estratégicas de ação direta e de trabalho dentro do sistema político e legal; uma liderança que mobilize a opinião pública através do uso criativo da mídia de massas, das instituições acadêmicas, das igrejas, e de outras instituições públicas que constituem a sociedade.
Como liderança do movimento, no fim das contas, nós temos a responsabilidade pelo sucesso ou falha dos nossos esforços para libertar os animais da opressão humana. Isso é o porquê de ser tão importante que aprendamos a acomodar todas as diferenças que temos em nossa ideologias, estratégias e táticas.


O movimento de defesa dos direitos animais é uma comunidade diversa de indivíduos e organizações que compartilham a visão de uma sociedade livre de crueldade mas que partimos de diversas origens e por caminhos diferentes.O verdadeiro teste desse movimento é será fazermos com que a nossa diversidade seja a nossa força e não investirmos os sucessos vindouros em quaisquer ideologias, organizações ou indivíduos em particular.Celebremos cada um de nossos esforços individuais para libertarmo-nos de uma sociedade que é em maior parte cega para a exploração animal. Reconheçamos esses esforços para explicitar essa crueldade e construirmos um novo mundo no qual humanos e animais possam desfrutar plenamente.



Autor desconhecido
Tradução: Fernando Mendes
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