quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Em defesa dos equinos



VOCÊ PRECISA CONHECER A VERDADE!


Mais uma vergonha nacional. Os cavalos e jumentos são tratados no Brasil como objetos. São explorados sem um mínimo de respeito e dignidade e quando não atendem mais as necessidades dos seus "donos", são descartados. Abandonados em beiras de ruas e estradas à própria sorte, normalmente acabam sendo atropelados e ainda considerados culpados por atrapalhar o trânsito. São entregues à matadouros quase na sua totalidade clandestinos para um abate cruel e geralmente são repassados para o comércio como carne de boi, pois não é hábito brasileiro comer carne da cavalo. Já é hora dos direitos dos animais serem respeitados e as leis serem cumpridas. No Brasil não há estatísticas sobre o assunto, até porque muito pouca importância é dada à ele, mas podemos ver as estatísticas americanas e canadenses e por elas termos uma noção do que certamente também acontece por aqui...


Dados do site "Eqüine Advocates": 100.000 cavalos são abatidos anualmente nos EUA e Canadá, fora os que são enviados para abate no México (dados de 1998). Entre os anos de 1980 e 1998, cerca de 4.000.000 cavalos foram abatidos para consumo (esses dados foram fornecidos pelo Ministério da Agricultura dos 2 países). A maior parte desses animais são "descartados" das pistas de corridas.


No Brasil a realidade é um pouco diferente. O abate é clandestino, com sofrimento descabido do animal e a maioria dos cavalos que acabam num matadouro são roubados ou vendidos por ninharia por seus próprios "donos" quando estão velhos, doentes ou fracos. Muitos deles são de propriedade de carroceiros que os exploram expondo-os ao trânsito em vias de alta velocidade, obrigando-os a carregar peso acima de sua capacidade, exigindo que os animais subam e desçam ladeiras, muitas vezes de paralelepípedo, chicoteiam constantemente o animal que normalmente está sem alimentação e água e trabalham por horas e horas à fio, e em muitos casos ainda são alugados à noite para outro carroceiro. Nem as éguas prenhas escapam a tanta crueldade. E isso tudo é só o começo!


(texto Lenita Ouro Preto)
Fonte: Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...